Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O Ministério Público Eleitoral opinou pela concessão do registro
para a criação da Rede, partido que o grupo político da ex-senadora
Marina Silva (PSB) tenta viabilizar, em um parecer enviado ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). O texto, assinado pelo
vice-procurador-geral-eleitoral, Eugênio Aragão, defende que a Rede
ultrapassou as cerca de 487 mil assinaturas de apoiamento exigidas por
lei, tendo registrado 498.317 firmas. De acordo com a Folha de S. Paulo,
ele argumentou que o pedido de registro da Rede começou a ser discutido
ainda em 2013 e não pode ser enquadrado na nova legislação.
Pela norma,
para registro de novos partidos só serão aceitos apoiamentos de
eleitores não filiados a outra sigla, mas, na legislação anterior, a
exigência era apenas das assinaturas. Agora, a manifestação será
analisada pelos ministros do tribunal. Em 2013, o tribunal negou o
registro porque 32 mil assinaturas foram invalidadas, o que levou Marina
a se filiar ao PSB, onde acabou disputando novamente à Presidência da
República. "Se essa Corte Superior, por meio de decisão proferida pelo
plenário, facultou à parte que continuasse a obter os apoiamentos
necessários ao seu registro, não há como, neste momento, admitir-se uma
alteração, uma desestabilização de tal relação jurídica", afirmou
Aragão.
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