Parece um deboche com o Sistema Judiciário. Um homem condenado em Minas Gerais pelo assassinato da mulher foi preso no interior de Goiás. E sabe onde esse foragido foi descoberto? Em uma faculdade, ele estava dando uma palestra sobre impunidade. Foi por causa de um folder divulgado nas redes sociais que a polícia de Minas descobriu o paradeiro do médico Alfredo Carlos Dias Mattos Júnior, de 47 anos. Ele foi convidado para ser mediador em um congresso de uma faculdade em Rio Verde, no interior de Goiás. A polícia da cidade foi avisada e gravou tudo. O médico, foragido da Justiça depois de ser condenado a 14 anos de prisão pela morte da mulher critica, o sistema judiciário brasileiro. "O Ministério da Justiça em 1994 estimou que tinham 275 mil mandados não cumpridos, o nosso sistema legal, ele é quase falido", disse Alfredo Carlos.
Na palestra sobre pena de morte, o médico diz ainda que o trabalho de investigação de homicídios não consegue cumprir o seu papel: "Gente, 92 homicidas ficam na rua, só 8 é que conseguem ser descobertos e processados, são pelo menos 150 mil assassinatos sem solução no Brasil", afirmou. E se mostra preocupado com a impunidade: “A maioria dos crimes no Brasil não chegam a ser solucionados pela polícia”, conclui Alfredo Carlos. No fim da palestra, o delegado e policiais civis se aproximaram e apresentaram um mandado de prisão. Surpreso e sem reagir, o médico foi levado pelos policiais até a viatura.
Alfredo Carlos matou a mulher em 1999, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu em um quarto de hospital. O médico deu um sonífero à sogra que acompanhava a filha internada. Em seguida, ele aplicou uma injeção com álcool no soro da mulher dele. Os dois estavam se separando. Em 2011, Alfredo foi condenado pelo crime, mas conseguiu recorrer em liberdade. O médico se mudou para Goiânia e desde o ano passado, quando saiu a condenação definitiva, ele era procurado pela polícia. "O juiz da comarca de Nova Lima foi comunicado da prisão, bem como o juiz da comarca de Rio Verde e a gente aguarda agora o recambiamento dele para o estado de Minas Gerais, onde efetivamente ele deve cumprir a prisão de 14 anos de reclusão em regime fechado", afirma o delegado Danilo Fabiano.
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