O presidiário Gonçalo Irene Filho, 32 anos foi encontrado morto na área
externa da cela onde era mantido no Complexo Policial do bairro Aratu,
em Barreiras BA, na noite desta terça-feira, 15, aproximadamente às 20h
00. Sobre o corpo havia uma faixa de protesto dos encarcerados. A
polícia esclarece que a citação na faixa é um recado desaforado dos
detentos ao juiz titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de
Barreiras, Dr. Gabriel de Moraes Gomes.
A equipe de perícia do IML regional encontrou o corpo com uma corda
artesanal amarrada no pescoço, feita provavelmente com lençol, lesão na
cabeça e um dos olhos perfurado. “presumimos que ele tenha sido morto
com golpes de objeto contundente”, observou o delegado titular Seccional
Francisco Carlos de Sá. A hipótese de enforcamento também não está
descartada, mas só poderá ser confirmada através de exames do
Departamento de Polícia Técnica.
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Não se rejeita ainda a possibilidade de terem arremetido a cabeça do
detento contra as grades da cadeia até a morte, porque antes da execução
ocorreu uma vistoria na unidade prisional por volta das 16h 00 com
apoio da Polícia Militar, onde foram apreendidas sete barras de ferro,
cordas e vários aparelhos celulares.
Devido a suspeita de algum objeto contundente ter sido usado no
assassinato, hoje deve acontecer uma nova vistoria nas celas, haja vista
que seria muito trabalhoso e arriscado realizar o trabalho de busca no
período noturno.
O delegado observou que o preso era conhecido como Gessé e possuía sete
entradas na cadeia pública local, as mais graves por porte-ilegal de
arma de fogo, furto e um homicídio, que teve como vítima um individuo
conhecido por Reginaldo (Filho da Piaba). “Ele também era suspeito da
morte de dois irmãos desse mesmo rapaz”.
Apesar das constantes transferências de detentos condenados para
unidades prisionais de Salvador e outros municípios da região Oeste da
Bahia, atualmente nesta cadeia pública são mantidos mais de cem presos.
Sua capacidade é para abrigar 28 homens.
Condições sanitárias da delegacia, falta de ventilação nas celas,
celeridade no julgamento de processos, são algumas das constantes
queixas apresentadas pelos custodiados, os quais reclamam de problemas
de saúde e realizam motins praticamente todos os dias.
Delegados e Agentes Investigadores da Polícia Civil aguardam ansiosos
pela construção do Centro de Detenção Provisória regional, para onde
todos os reclusos devem ser encaminhados a partir de setembro deste ano,
data prevista pelo Governo do Estado para conclusão da obra.
OBARREIRENSE- Fonte: Alô Alô Salomão
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